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27 ABR
2017
O homem que perdeu R$ 100 bilhões: Ascensão e queda de Eike Batista

O que devemos aprender com a prisão de Eike Batista, que foi por muitos anos o executivo mais admirado por todos, chegando a estar na lista da Forbes como o sétimo bilionário do mundo. Uma das listas mais desejadas e invejadas por qualquer mortal. O destino e a conduta de Eike Batista o levou para a lista de Interpol, que é a mais temida por qualquer um, além de ser a mais vergonhosa. Não foi o inicio de uma queda, foi a própria queda.

O que nos estamos assistindo nos telejornais é apenas a introdução de uma história com muitos capítulos e muitos personagens. O pagamento de propina a organização criminosa chefiada pelo ex governador Sergio Cabral é apenas o inicio de um capítulo, mas o enredo principal será a abertura da nova Lava Jato, que é o caso BNDES. Com certeza a carceragem da Policia Federal ficará pequena para esse novo escândalo que pode ultrapassar 1 trilhão de reais em corrupção.

A delação premiada de Eike Batista será muito importante para o nascimento de um novo Brasil. Levou tempo, mas chegou a hora. Eike Batista foi um dos empresários mais importantes que o Brasil já teve e ele teve facilidade de acesso a prefeitos e presidentes nos últimos 15 anos, movimentando R$ 16 bilhões em empréstimos para as suas empresas, fora licenças de exploração e construção, além de lobby direto para lhe favorecer, executado por ministros de Estado.

Eike foi um recordista em captar recursos para seus projetos vendendo ações na bolsa de valores (até hoje o recorde de maior quantidade de recursos levantada permanece com ele e sua petroleira, a OGX), além de um especialista em vender o Brasil e atrair investidores internacionais. Em 2007, por exemplo, em apenas um negócio, Eike foi responsável sozinho por 10% do saldo de dólares que entraram no país: na venda para a mineradora Anglo American, de seu projeto de mineração que uniria Minas Gerais e o Rio de Janeiro. Foram R$5.5 bilhões em lucro em uma única tacada.

Eike consolidou uma frota de aviões tão grande que o obrigou a criar uma empresa para geri-la: a AVX. Suas oito aeronaves valiam juntas US$ 200 milhões, ou quase R$ 700 milhões. Mais por que Eike precisava de tantos aviões? A resposta é simples, pois ele precisava prestar favores e todas as inúmeras reuniões precisavam ser sigilosas para os presidentes, ministros e governadores, pois ele negociou com mais de um presidente.

De Lula a Eduardo Paes e Sergio Cabral, os jatinhos de Eike foram muito úteis em tornar confortável a vida de políticos brasileiros aos quais o empresário achava necessário manter uma boa relação.

Foi a bordo de seu Gulfstream, avaliado em 60 milhões de dólares, por exemplo, que a delegação brasileira foi à Dinamarca buscar as Olimpíadas para o Brasil. Na tarefa de conquistar o evento para a cidade, o empresário empenhou outros R$ 23 milhões. Eike detinha a concessão da Marina da Glória, parte do novo Maracanã e o hotel Glória. Os milhões investidos para despoluir a lagoa Rodrigo de Freitas se misturavam aos milhões investidos na compra de metade do Rock In Rio ou na realização do Rio Open de Tênis pela IMX – ou quem sabe ainda na criação do RJX, seu próprio time de vôlei.

Segundo apurou a Polícia Federal, no mesmo período, Sergio Cabral movimentou um esquema que ajudou a superfaturar bilhões de reais e desviar centenas de milhões dos cofres do estado do Rio de Janeiro.

A imagem de Cabral e Eike foi por um bom tempo difícil de se distinguir. Com alguns milhões, Eike apoiava o governador na construção de UPPs, com cerca de R$ 20 milhões (que acabaram sendo canceladas graças à crise em suas empresas) e consolidava a imagem do ex-governador e atual residente da penitenciária de Bangu, como um dos responsáveis por fazer o Rio de Janeiro renascer economicamente. Do outro lado, Cabral concedia isenções fiscais até mesmo para o restaurante chinês de Eike (que deixou de pagar R$ 2,6 milhões).

Para a Polícia Federal, Eike deu a Cabral algo próximo de US$ 16,5 milhões, enquanto Cabral teria dado R$ 80 milhões em isenções fiscais a Eike, além de algumas centenas de milhões em benefícios para as empresas que aceitassem operar no Porto do Açu, projeto da LLX.

O inicio da queda de Eike começou em 2013 quando ele perdeu US$ 30 bilhões de forma tão rápida. Quando realizou a maior abertura de capital da bolsa brasileira até então, Eike não possuía sequer um único direito para explorar petróleo. Foram R$ 6,6 bilhões entrando em caixa em troca de nada concreto.

Com este dinheiro, o empresário levou para a OGX a peso de ouro executivos e engenheiros da Petrobras, com a promessa de que eles estariam por dentro da maior novidade brasileira até então: o pré-sal.

Nos três anos seguintes, os tweets de Eike contando como era acordado de madrugada para ser informado sobre as novas descobertas de petróleo da empresa eram suficientes para fazer as ações subirem.

O resultado foi um naufrágio constante da petroleira que chegou a valer quase R$ 70 bilhões.

Por anos, os acionistas minoritários ainda lutaram para ter reconhecido pela justiça o fato de terem sido enganados por Eike. Milhares deles perderam uma verdadeira fortuna em ações, enquanto executivos e engenheiros embolsaram centenas de milhões em bônus.

Por muito tempo a figura de Eike Batista era invejada, mas ontem (30/01) passou a ser a figura mais indesejada ou melhor, a pessoa que ninguém gostaria de estar no lugar ou trocar de lugar.

Eike, o pobre homem rico. O homem que saiu das colunas sociais para as colunas policiais. Ele pode até sair da prisão, mas nunca irá conseguir apagar a tristeza e a humilhação dos dias em que ficou preso.

Disso tudo só podemos tirar uma conclusão: O CRIME NÃO COMPENSA!



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