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14 SET
2017
Carlos Jereissati diz que luxo não está em crise

É fato que 2016 foi um ano atípico para o negócio dos shopping centers: debandada de marcas, queda nos lucros, número de tapumes maior do que o de novidades.

Para Carlos Jereissati Filho, 46, a grande crise passou, e o último trimestre de 2017 coroará aumentos consecutivos nos lucros de seu grupo, o Iguatemi, o retorno de marcas internacionais.

Jereissati Filho afirma que acaba de fechar acordo para trazer de volta a grife francesa Vilebrequin, que em 2016 fechou suas duas lojas no Brasil devido à crise. Os planos incluem abrir, em novembro, uma loja temporária no JK e, em 2018, um ponto fixo no mesmo shopping.

Será mais uma investida do empresário, que há dez anos preside o grupo fundado pelo pai, Carlos Jereissati, 71, e que intermediou a vinda ao Brasil de grifes famosas que estavam temerosas quanto à volatilidade do consumo.

Saint Laurent, Diane Von Furstenberg e Christian Louboutin são algumas das marcas que ele ajudou a trazer.

Em entrevista, o empresário falou sobre a crise no luxo, a saída de lojas da rua para dentro dos centros comerciais, a "uberização" do consumo de moda e a política nacional, seara da qual sua família é íntima –o tio, Tasso, é presidente interino do PSDB–, mas ele diz querer distância. Leia trechos.

Recuo no consumo
É óbvio que sofremos, mas não como a maioria [com recuo de 6% no acumulado de 2016]. A questão é que a disparada do dólar transferiu parte dos gastos dos clientes no exterior para dentro do país. A gente não chegou a ter um trimestre negativo, mas um ou outro fechamos com faturamento pouco abaixo da inflação. Após o impeachment [da ex-presidente Dilma Rousseff] houve uma clareza maior sobre o rumo da economia. O ajuste fiscal e a sinalização das reformas trouxeram ânimo para as marcas voltarem a investir.

Interesse pelo Brasil
A insegurança é um dos maiores entraves para a imagem do país, além da estrutura fiscal complexa, os problemas de logística e as barreiras de importação. A primeira coisa que percebi nesse mercado é que há um amor pelo Brasil, pela imagem de povo agradável. Em outros países, o trato das marcas é mais racional. Nas conversas não se nota um amor pela China ou pela Rússia, para citar os emergentes. As grifes, em geral, têm muito interesse no mercado brasileiro e esperam que as coisas se resolvam. Nosso plano é anunciar a vinda de novas marcas no próximo ano, como a Filebrequin.

Moda em crise
Essa diminuição no consumo de luxo que tanto falam não é uma crise. Primeiramente, temos de olhar o tamanho do negócio, porque estamos falando de trilhões de dólares. É ridículo achar que há uma crise com queda de só 2%. É tão verdade que a moda é um grande negócio que o [espanhol] Amancio Ortega [dono da Inditex, que controla a Zara] se tornou o homem mais rico do mundo. Estamos passando por uma transformação dos meios. Todo mundo fala do comércio on-line, mas evolução para mim é o modelo do Amazon Go, a "uberização" da loja. Você vai, prova e leva, sem pagar no caixa. Quem lida com consumo tem de sempre lembrar que comprar é um prazer, comprar é um prazer e comprar é um prazer. A parte chata é pagar e carregar.

Educação de luxo
Os negócios de moda duram quando as pessoas conhecem o que está por trás, reconhecem a originalidade e participam dos processos para entender a história embutida na execução de um lenço ou de uma roupa. Por isso a ideia de criar o Iguatemi Talks, de aproximar as pessoas das marcas e do que elas criam. Acho que é nosso papel formar uma clientela, educar as pessoas sobre as nuances do luxo, até porque, ele não pode ser encarado apenas como produto final, mas, sim, como experiência.

Rua X shopping
Não temos o poder de tirar as lojas da rua, mas as marcas aprenderam que as cidades não são desenhadas da mesma maneira em todos os lugares. São Paulo, assim como Hong Kong e Cingapura, foi desenhada para automóveis, então não dá pra querer reproduzir um modelo europeu de consumo. Além disso, shopping permite planejamento. No Brasil, o lojista depende do humor do dono do imóvel, que cobra quanto quiser. Não há especulação imobiliária em um shopping, então as marcas conseguem equilibrar os gastos da operação. Essa especulação da rua já mudou a cara de vários lugares, como a 5ª Avenida, em Nova York, e a Champs-Élysées, em Paris, que tem até McDonald's.

Pressão familiar
Não penso em me candidatar a nada. Também nunca houve uma pressão para eu assumir a política partidária, mas não é por isso que deixo de militar na política, nas conversas com amigos, com empresas, com a família. Sempre houve essa discussão sobre renovar o quadro político, e foi assim com meu tio [Tasso Jereissati, 68], que era jovem em 1986, quando começou na política. Essa questão do novo não é só abrir espaço para as novas gerações, mas de pessoas com outra mentalidade, não necessariamente jovens.

Reformas
Não é possível celebrarmos uma expectativa de 80 anos de vida se a legislação permite à pessoa parar de trabalhar aos 50. Isso é contraproducente e acho que o cidadão comum entende isso. Para a máquina da moda, a reforma da Previdência vai estimular o consumo por mais tempo. As pessoas vão continuar desejando as coisas por mais tempo e comprando por mais tempo. Essas mudanças de comportamento impactam a própria criação.



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