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12 SET
2017
Sotheby’s faz leilão de vinhos raros da França

As garrafas vão sair diretamente da adega dos Château Cheval Blanc e Yquem e incluem safras famosas, como 1947 e 2000.

Os apreciadores, colecionadores e investidores em vinho vão acordar no sábado com a garganta seca. A Sotheby’s vai leiloar 400 lotes de vinho de dois dos mais prestigiosos produtores franceses, Château Cheval Blanc e Château Yquem. São mais de três mil garrafas que sairão diretamente das adegas para o leilão em Nova York, que pode alcançar US$ 2 milhões. “Essa é a estimativa, mas estamos muito otimistas”, afirma Serena Serena Sutcliffe, diretora mundial da Sotheby’s Wine, indicando que existe, sim, a possibilidade de surpresas. Uma das maiores conhecedoras de vinho, com título de Master of Wine, Serena veio ao Brasil para divulgar o leilão e outras ações da empresa em eventos em São Paulo e no Rio, seguindo depois para a Cidade do México, a tempo de retornar para os Estados Unidos antes do dia 28.

Château Yquem, que produz Sauternes, na região de Gironde no sul de Bordeaux: vinho de qualidades excepcionais.



Os vinhos que estarão à venda cobrem um período extenso, que vai de 1892 a 2009 e a denominação “Direto da Adega” não é apenas figurativa. “Estamos falando da melhor origem que um apreciador de vinho possa imaginar”, diz Serena. O Château Cheval Blanc foi estabelecido em 1832 e é um dos dois únicos St. Émilion a receber a classificação máxima, Premier Grand Cru Classe A. “Com alguns Bordeaux, é preciso esperar. O Cheval Blanc é um vinho que se pode beber jovem, mais tarde quando amadurece e envelhecido sempre com muito prazer”, diz. Pierre Lurton, diretor geral do Château Cheval Blanc e um dos maiores especialistas em vinhos na Europa, explica que isso se dá porque não há muito tanino no vinho. “Se você bebe o Cheval Blanc jovem, há muita expressão do Merlot, muito frescor, doçura. Depois, a viagem continua com o Cabernet Franc. É como os pixels de uma imagem digital. Neste vinho você tem muitos pixels que lhe dão mais definição. E da mesma maneira que em uma foto, você tem muito constraste. E essas características fazem dele um vinho elaborado, elegante e sóbrio”. Serena completa: “Beber um grande vinho é como uma fotografia na sua mente, ela não se apaga”.

Serena Sutcliffe, diretora internacional da Sotheby's Wine.



A coleção de “safras excepcionais” que irá a leilão engloba o magnum Cheval Blanc 1947, cotado entre US$ 30 e US$ 50 mil, além de garrafas de 1949, 1982 e 2005. Mais: os connossieurs poderão adquirir garrafas grandes, que normalmente são oferecidas apenas em safras especiais. Alguns lotes incluem imperial, balthazar, Nebuchadnezzar e melchior, esta última com 18 litros. “É um leilão único porque estamos falando de casas históricas e de lotes selecionados”, diz Serena Sutcliffe.

Entre os compradores, uma boa parte de clientes vindos da Ásia vai se misturar aos europeus, norte-americanos e sul-americanos para o leilão, que se abre também para os lances por telefone (com muitos tradutores de mandarim, segundo Serena) e pela internet. Há expectativa da participação de brasileiros, que vêm se mostrando apreciadores em maior escala de vinhos especiais. “Tenho um feeling que há muito interesse aqui no Brasil”, afirma Serena. Ela também acredita que, devido ao interesse gerado, haverá muita competição por alguns lotes.

O leilão será conduzido por Jamie Ritchie, presidente da Sotheby’s Wine Nova York. “Normalmente os leilões de vinho são muito rápidos, mas este será mais parecido com os de Hong Kong, quando é preciso esperar um pouco mais pelos lances de telefone e internet. Mas quanto mais pessoas participam, o leilão se torna mais divertido”, diz ele, que integra o grupo que participa dos eventos brasileiros, assim como o CEO das duas casas francesas, Pierre Lurton.

Pierre Lurton, diretor dos Château Cheval Blanc e Yquem: 20 anos preparando vintage.



Elegância do gesto

Lurton está completando 20 anos na direção do Château Cheval Blanc. Durante esse período, ele já criou vários vintage, vinhos de características especiais que só se valorizam no mercado. Também supervisionou a transformação na propriedade, que agora abriga uma adega moderna com 54 VATs de concreto para controlar diferentes estágios da fermentação do vinho. Desenhada por Christian de Portzamparc, a adega tem uma construção em linhas sinuosas e do alto se avista toda a plantação. "Do lado de fora é um design do século XXI, mas dentro estamos no século XIX", diz Lurton, que desenhou os VATs também em linhas curvas. "A dualidade mostra a atemporalidade do Cheval Blanc". Ele, avisa, porém, que não se trata de delegar a produção de um vinho clássico à moderna tecnologia. "É a combinação de um grande terroir, grande climatologia e o trabalho das pessoas, que têm muito orgulho do que fazem. Dizemos na França que é um ateliê para fazer a coreografia da elegância do gesto", afirma.

Lurton também é CEO do Château Yquem desde 2004. Ele foi apontado pelo próprio Bernard Arnault, do grupo LVMH, que adquiriu 55% do negócio da tradicional família Lur-Saluces em 1998 [ele e o sócio Albert Frère possuem o Cheval Blanc]. Duzentas pessoas trabalham na colheita do Yquem, que se estende por três meses. “Em setembro temos o frescor e o frutado, enquanto outubro é tradicionalmente mais doce”, diz Pierre Lurton. Ele explica aos apanhadores de uvas como identificar os melhores frutos e supervisiona os diferentes estágios e colheitas. "No caso do Yquem, se tivermos 45 dias de colheita, teremos uma paleta muito variada para escolher e é isso que dá ao vinho o seu caráter único", diz. "A variedade dá ao blend uma fantástica compexidade e torna o vinho claro, preciso e sóbrio, com um aroma delicioso".

A adega moderna do Cheval Blanc, desenhada por Christian de Portzamparc: linhas curvas e graciosas do século XXI contrastam com o artesanato com século XIX.



Para o leilão, um lote vertical de Château d’Yquem, com nove garrafas de safras como 1899, 1929, 1949 e 1999, está estimado entre US$ 18 mil e US$ 26 mil.



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